Nasceram os filhotinhos de Flor.
Eu não tenho palavras, nem tempo para expressar tudo o que eu estou sentindo.
Mas tenham certeza que é tudo de mais belo, iluminado, puro e positivo.
É a magia da vida!
domingo, 30 de agosto de 2009
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Cincuenta Janêro
Cincuenta ano de idade!
Sodade da mininíce!
Tão longe da mucidade,
Tão pertinho da veíce!
Filiz daquêle qui aguenta,
Sem discançá na subída,
Do premêro ao cincuenta
Degrau da iscada da Vída!
Meio séclo de izistênça!
Siguindo a estrada do Bem,
Não me acusa a cunciênça
Tê feito má a ninguém!

Discunhicendo a riquêza,
Inimigo da vaidade,
Vivo na minha pobrêza
Rico de filicidade!
Já na curva do caminho,
Me cunsidero filiz,
No confôrto e no carinho
Dos amigos qui já fiz!
Só uma coisa, sòmente,
Me confrange o coração!:
- A sodade impertinente
Das banda do meu sertão!
Se hoje já na veíce,
Sinto a isperança já morta,
Me alembro da mininíce
E a lembrança me conforta!
"Coração não inveiéce",
Afirma um véio rifão.
Ama, sofre e aduéce
Mas é sempre coração!
Pois inquanto o tempo passa,
Meu coração não se cança
De fazê, cum qui eu faça,
Traquináge de criança!

Não me lastimo da sorte.
A veíce não me ispanta.
Carro de bôi, lá do Norte,
"Quanto mais véio mais canta"!
E assim, sempre cantando,
Vou a veíce inludindo!
- Se vim pra Vida chorando,
Sigo pra morte me rindo!
Então minh'alma, num pulo
Dêste mundo, cum sodade,
Vai se abraçá cum Catulo,
No sertão da Eternidade!!!
Poeta Zé da Luz
Sodade da mininíce!
Tão longe da mucidade,
Tão pertinho da veíce!
Filiz daquêle qui aguenta,
Sem discançá na subída,
Do premêro ao cincuenta
Degrau da iscada da Vída!
Meio séclo de izistênça!
Siguindo a estrada do Bem,
Não me acusa a cunciênça
Tê feito má a ninguém!
Discunhicendo a riquêza,
Inimigo da vaidade,
Vivo na minha pobrêza
Rico de filicidade!
Já na curva do caminho,
Me cunsidero filiz,
No confôrto e no carinho
Dos amigos qui já fiz!
Só uma coisa, sòmente,
Me confrange o coração!:
- A sodade impertinente
Das banda do meu sertão!
Se hoje já na veíce,
Sinto a isperança já morta,
Me alembro da mininíce
E a lembrança me conforta!
"Coração não inveiéce",
Afirma um véio rifão.
Ama, sofre e aduéce
Mas é sempre coração!
Pois inquanto o tempo passa,
Meu coração não se cança
De fazê, cum qui eu faça,
Traquináge de criança!

Não me lastimo da sorte.
A veíce não me ispanta.
Carro de bôi, lá do Norte,
"Quanto mais véio mais canta"!
E assim, sempre cantando,
Vou a veíce inludindo!
- Se vim pra Vida chorando,
Sigo pra morte me rindo!
Então minh'alma, num pulo
Dêste mundo, cum sodade,
Vai se abraçá cum Catulo,
No sertão da Eternidade!!!
Poeta Zé da Luz
Assinar:
Postagens (Atom)